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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Rotina de Ditinho - poesia caipira


ROTINA NA ROÇA

Rotina de Ditinho

Lá pras bandas do Canaviá dispois do Lajeado
Mora o Ditinho Sanfonêro, filho do Zé Vermeio
Aquele famoso Zé, o que nunca comprô fiado
Esse acontecido também é bão, mas fica aqui adiado.
Ele, o Ditinho, é trabaiadô e de muito pouco proseio
Mora sozinho o moço e gosta de sê sanfonêro

Naquele cafundó de mundo
O Ditinho é muito feliz
Toca a safoninha vermeia
Que é tudo que sempre quis


Tem uma rocinha bem cuidada toda prantada de banana
No alto daquele morro onde ninguém qué aventurá
Se alevanta bem cedinho e apronta a matula
Vai pro eito inda escuro e trabáia quasi sem discansá
Vorta de calo na mão quando já tá noite escura

Mas sábado é dia sagrado pro moço se adiverti
Fica na solêra da porta cantando o dia todinho
Tocando sanfoninha e cantando até o dia se í.
Entra um sábado e sái ôtro, e o Ditinho a ripiti
Naquela solerinha de barro, fica o moço sozinho.
Cantando modinha e tocando até o dia parti.



AMM

Um comentário:

Blog disse...

Gostei das duas, da poesia e do sorriso!